Confesso que fiquei apreensivo quando o meu “Pequeno” me declarou gostar do “Corpo do Mano”, especialmente porque é filho único… acho eu! Mais tarde descansei quando, em plena FNAC, ele voltou a gritar-me: “Olha pai! O Corpo do Mano! Compras-me o livro do Corpo do Mano? Compras?”. O livro tinha na capa um corte longitudinal do aparelho digestivo e mais alguns esquemas com artérias e veias, ossos e músculos…
A esta posso juntar:
- o “Filme do Ping Pong”, referindo-se ao remake de Peter Jackson sobre o famoso gorila gigante
- o “Filme do Gato Phil”, referindo-se, como não podia deixar de ser, ao não menos famoso gato côr-de-laranja que gosta de lasagna
- os “Doentes da Floresta”, aquelas pequenas criaturas de orelhas pontiagudas, ou
- os “Gatos Borralheiros”, referindo-se ao quarteto de humoristas portugueses.
As crianças têm destas coisas. Os adultos também. Há quem diga que:
- “o corpo teve de ser exonerado 2 meses depois do enterro”
- “o vinho da Adega Comprativa de Reguengos é bom”
- “não tinha dinheiro e tive de alugar umas Águas Frutadas“
- “a Àrvore Ginecológica da sua família é enorme”
- “o que quis dizer está Entre Ásperas“
- “aí é que está o Basílio da questão!”
- “o fulano foi o bode respiratório de toda aquela trama”
- “tens aí dinheiro destrocado?
- “o tipo de sangue do Paulo é incombatível com o da Ana”
- “Obrigada pela ajuda, estou-lhe internamente agradecida”
- “Limpar a mancha com um bocadinho de linguente“
- “tomar umas escápulas só pode fazer bem à gripe”
Corrigir? Porquê? Não é engraçado? Não se entende perfeitamente o que se quer dizer?
Então?
É parvo?