Haverá coisa mais parva que ver alguém a bater com força numa porta de vidro, a gritar e a fazer gestos bruscos e estranhos? De momento não me ocorre nada.
Pois bem, quem fez tão tristes figuras foi este parvo, trancado numa dependência do BCP graças a um botão que teimava em não funcionar. E foi tão frustrante aperceber-me que as pessoas, em plena hora de saída dos trabalhos, não ligam peva a parvos em alvoroço por detrás de uma porta de vidro, quais símios em exposição no Jardim Zoológico.
A primeira pessoa que parou e estabeleceu contacto visual com a minha pessoa sorriu ante o meu infortúnio, e explicou por gestos que não tinha cartão multibanco consigo; objecto tão ansiado por mim, pois permitiria que eu saísse da minha cela. Não pude evitar esboçar também um sorriso parvo.
Uma segunda pessoa – a que realmente me acudiu – ainda hesitou, quiçá pensando que faria figura de parva. Quando se apercebeu do que realmente se passava, tirou a carteira da bolsa e o cartão da carteira, e passou-o pela ranhura, emitindo o sonoro ruído que tanto me aliviou. Riu-se assim que me viu em liberdade. Ri-me também, e agradeci-lhe encarecidamente, afastando-me a passos largos de tão parvo evento. E assim aconteceu…
Moral da História:
Evitem levantar dinheiro no BCP da Rua do Ouro fora do horário do Banco. É uma dependência parva.


Olha se alguém tivesse avisado a polícia?
Huummm, estou a imaginar… negociadores, reféns, snipers…
Comentário por Ofland — Maio 7, 2009 @ 12:43 pm |